“O AEE no modelo dos
modelos”
Por: Rosa Maria Carneiro
Com base nos suportes teóricos que norteiam as questões de educação
inclusiva, constata- se que a prática de modelos como uma situação que pode ser
praticada e aplicada a todos os aluno é um tanto quanto sem sucesso. A vivência
com o aluno e as possibilidades de se explorar o que ele tem a oferecer é rica,
e também é tida como bons meios de se enriquecer a aprendizagem.
Refletindo sobre a prática do senhor Palomar, percebemos que sua conduta
necessita de modelos necessariamente eficaz e mais perfeito possível; no
entanto, em uma análise com base em uma proposta de AEE verifica-se que a
presença de um modelo para o mesmo atendimento não é praticável, desta forma, o
AEE, em sua especificidade, apresenta o papel de contribuir e sanar as
barreiras que impedem o acesso ao conhecimento dos alunos com necessidades
especiais.
È importante que o professor de AEE, possa ter esclarecido seu papel de
atuação e assim receber e acolher alunos que são publico alvo de seu trabalho;
pois a consideração que o personagem apresenta é de modelos já previamente
prontos e estabelecidos e que por sinal não contribui para com o sucesso
desejado, mesmo diante de modelos.
Considerando as ideias do texto, é possível identificar que o uso de
modelos fixos e sem variações e já previamente estabelecidos pouco contribui
para situações de aprendizagem, de modo especial no AEE, assim como o texto
compartilha, que seu Palomar foi aos poucos mudando sua regra, assim também o é
na atuação educacional, seja em sala de aula regular ou no atendimento
educacional especializado, a necessidade de mudanças e flexibilidade na
condução dos trabalhos, pois os modelos sem possibilidade de alterações e
adequações são passiveis de práticas sem tanto sucesso.
Com isto devemos Olhar para o Outro, o sujeito deficiente e suas
potencialidades e o que ele pode compartilhar e oferecer aos demais, quando o
professor de AEE olha para seu aluno e vê suas reais condições de produção está
deixando de lado os modelos padronizáveis; haja vista, que cada aluno tem suas
reais necessidades, seja física, emocional, psíquica ou social.
CALVINO, Italo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.
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