Homenagem ao Dia do Intérprete de Libras!!!
AEE/CAAEC- Profª Rosa
quarta-feira, 26 de julho de 2017
domingo, 29 de junho de 2014
Para Refletir:
“O AEE no modelo dos
modelos”
Por: Rosa Maria Carneiro
Com base nos suportes teóricos que norteiam as questões de educação
inclusiva, constata- se que a prática de modelos como uma situação que pode ser
praticada e aplicada a todos os aluno é um tanto quanto sem sucesso. A vivência
com o aluno e as possibilidades de se explorar o que ele tem a oferecer é rica,
e também é tida como bons meios de se enriquecer a aprendizagem.
Refletindo sobre a prática do senhor Palomar, percebemos que sua conduta
necessita de modelos necessariamente eficaz e mais perfeito possível; no
entanto, em uma análise com base em uma proposta de AEE verifica-se que a
presença de um modelo para o mesmo atendimento não é praticável, desta forma, o
AEE, em sua especificidade, apresenta o papel de contribuir e sanar as
barreiras que impedem o acesso ao conhecimento dos alunos com necessidades
especiais.
È importante que o professor de AEE, possa ter esclarecido seu papel de
atuação e assim receber e acolher alunos que são publico alvo de seu trabalho;
pois a consideração que o personagem apresenta é de modelos já previamente
prontos e estabelecidos e que por sinal não contribui para com o sucesso
desejado, mesmo diante de modelos.
Considerando as ideias do texto, é possível identificar que o uso de
modelos fixos e sem variações e já previamente estabelecidos pouco contribui
para situações de aprendizagem, de modo especial no AEE, assim como o texto
compartilha, que seu Palomar foi aos poucos mudando sua regra, assim também o é
na atuação educacional, seja em sala de aula regular ou no atendimento
educacional especializado, a necessidade de mudanças e flexibilidade na
condução dos trabalhos, pois os modelos sem possibilidade de alterações e
adequações são passiveis de práticas sem tanto sucesso.
Com isto devemos Olhar para o Outro, o sujeito deficiente e suas
potencialidades e o que ele pode compartilhar e oferecer aos demais, quando o
professor de AEE olha para seu aluno e vê suas reais condições de produção está
deixando de lado os modelos padronizáveis; haja vista, que cada aluno tem suas
reais necessidades, seja física, emocional, psíquica ou social.
CALVINO, Italo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
ALUNOS COM TGD/TEA:
Uso de recursos de baixa tecnologia com alunos TGD/TEA
“Para
as pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as
pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis” (Radabaugh,
1993).
Com base no referencial teórico em estudo, a
autora Bez (2014), cita Vigotsky nas questões do uso de tecnologias e aponta
que “podem ser concebidas através da teoria sócio-histórica como instrumentos
culturais de aprendizagem”. O uso das tecnologias seja ela digital, objetos,
materiais ou recursos variados devem ser utilizados com a intenção de apoiar os
processos de aprendizagem dos alunos em suas diferentes necessidades, isto em
especial aos alunos com TGD/TEA, pois apresentam o intuito de auxiliar e
estimular as questões comunicacionais e também o processo de interação.
A
Comunicação Alternativa (CA) em sua procedência visa atender ás necessidades de
quem as utiliza e se necessita ou não auxilio; tendo em vista que seus usuários
possam superar as barreiras no processo de desenvolvimento e socialização, e os
meios utilizados podem ser constituídos por objetos ou equipamentos em que se consegue
transmitir uma mensagem. Os alunos com TGD/TEA de modo geral apresentam
déficits em seu processo de comunicação, mas podem receber diferentes estímulos
através de recursos e estratégias em baixa tecnologia que apoiam o
aluno nesse desenvolvimento.
Dentro de sala de aula regular é
muito importante que o aluno com TEA se sinta seguro, acolhido e que possa ter
a possibilidade de comunicação do modo mais favorável possível, assim, uma das
atividades que o docente da sala regular pode oferecer ao seu aluno é o uso do
Calendário Diário, que tem o objetivo de trabalhar com questões temporais e
organizacionais, assim como estabelecimento de uma rotina diária; o calendário
pode ser construído dia a dia com o aluno através de imagens que façam parte do
cotidiano do aluno, seja no ambiente escolar ou até mesmo familiar, tal recurso
pode ser feito em um painel imantado (placa de metal e imã nas figuras). Tal
atividade pode ser trabalhada com alunos em idades a partir de quatro anos até
os doze anos; pois tem o objetivo de estimular a construção e o desenvolvimento
de noções temporais.
Dentro outros recursos de Tecnologia
Assistiva, podemos citar também outros exemplos de baixa tecnologia, que visam
a estimulação da comunicação para alunos com TGD/TEA:
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sábado, 19 de abril de 2014
Surdocegueira e DMU
Diferenciação entre Surdocegueira e Deficiências
Múltiplas
Por: Rosa Maria
Carneiro
“Nós não devemos deixar que as incapacidades
“Nós não devemos deixar que as incapacidades
das
pessoas nos impossibilitem de reconhecer
as
suas habilidades”
(
Hallahan e Kauffman, 1994)
A
surdocegueira, de acordo com McInnes (1999), é uma deficiência única e requer
uma abordagem especifica para favorecê-la. O individuo com surdocegueira
apresenta limitações ao mesmo tempo da perda da visão e da audição,
independente do grau das perdas; podendo ser congênita, isto é, já nasce com a
deficiência, ou adquirida, que pode ocorrer ao logo da vida e de modo geral com
uma linguagem já instituída ( oral ou de
sinais); esta dupla perda sensorial causa problemas
de aprendizagem, de conduta e também pode afetar suas possibilidades de
trabalho.
O autor McInnes apresenta a surdocegueira em:
Indivíduos que eram cegos e
se tornaram surdos;
Indivíduos que eram surdos e
se tornaram cegos;
Indivíduos que se tornaram
surdocegos;
Indivíduos que nasceram ou
adquiriram a surdocegueira precocemente.
A
deficiência múltipla (DMU) é uma condição que resulta de uma etiologia
congênita ou adquirida, e de acordo com a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989
define-se como: Deficiência Múltipla– a associação, no mesmo indivíduo, de duas
ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com
comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na
sua capacidade adaptativa. “O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com
frequência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências
associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento
social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a
múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades
funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam
as necessidades educacionais dessas pessoas.” (MEC – 2006).
Ambas
se diferenciam pela razão das deficiências associadas que acometem o individuo,
a surdocegueira é limitada pela perda da visão e da audição, já a deficiência
múltipla ocorre pela associação de diversas deficiências, que pode ser de ordem
física e psíquica, sensorial e psíquica, sensorial e física e ainda física,
psíquica e sensorial
No entanto, a surdocegueira e a deficiência múltipla, apresentam a mesma necessidade básica: a questão da comunicação. È necessário que uma comunicação efetiva seja estabelecida o mais precoce possível, assim como a organização do ambiente para favorecer e estimular a interação com pessoas e objetos, pois “todas as pessoas se comunicam, ainda que em diferentes níveis de simbolização e com formas de comunicação diversas” (Bosco, p.11). Tais deficiências necessitam de constante interação com o meio ambiente, em que a organização, desde o mínimo detalhe até o mais complexo, e a rotina esteja presentes para melhor auxilia-los e favorecê-los na construção do processo de comunicação.
No entanto, a surdocegueira e a deficiência múltipla, apresentam a mesma necessidade básica: a questão da comunicação. È necessário que uma comunicação efetiva seja estabelecida o mais precoce possível, assim como a organização do ambiente para favorecer e estimular a interação com pessoas e objetos, pois “todas as pessoas se comunicam, ainda que em diferentes níveis de simbolização e com formas de comunicação diversas” (Bosco, p.11). Tais deficiências necessitam de constante interação com o meio ambiente, em que a organização, desde o mínimo detalhe até o mais complexo, e a rotina esteja presentes para melhor auxilia-los e favorecê-los na construção do processo de comunicação.
Tendo em vista que o corpo é uma realidade
imediata do ser humano e que por ele se descobre o mundo e a si mesmo, é
importante que o DMU e o Surdocego tenham o conhecimento do corpo para
descobrir o que está ao seu redor, elas necessitam de um desenvolvimento de esquema
corporal, perceber sua verticalidade, equilíbrio postural, articulação e
harmonização de seus movimentos, autonomia em movimentos, aperfeiçoamento das
coordenações viso motoras, motora global e fina e o desenvolvimento da força
muscular.
Na deficiência múltipla (DMU), é necessário organizar
o mundo da pessoa por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma
comunicação adequada, a pessoa com DMU necessita de um ambiente reativo, isto
é, que responda a suas iniciativas. De acordo com Nunes (1999) no trabalho com
a pessoa com deficiência múltipla é fundamental a colaboração da família bem
como dos profissionais de outros serviços no qual todas as pessoas partilhem
dos mesmos objetivos.
Para auxiliar no desenvolvimento da
comunicação dessas deficiências, é necessário o uso de boas estratégias
alternativas que lhes permitam expressar suas necessidades, duvidas e suas
habilidades, valorizando em
qual estágio se encontram sua comunicação bem como as formas expressivas já
existentes na pessoa com dificuldade na comunicação como gestos, sons,
expressões faciais e corporais. Uma
das estratégias de comunicação é o uso da caixa de antecipação (qualquer objeto
objetos que permita guardar os objetos de referências de pessoas, ações, locais
que começam a ter significado para a criança), tais objetos precisam ser
funcionais e significativos para a criança, tangíveis, que segundo ROWLAND e
SCHWEIGERT “não é somente uma forma de comunicação, mas uma abordagem
sistemática ainda que flexível que é individualizada para se adaptar a cada
aprendiz.”; podem ser objetos ou figuras que substituem ou representam o que se
quer comunicar, podendo ser objetos completos, partes de objeto, objetos
associados, texturas ou formas, desenhos, fotografias e são considerados
tangíveis por serem permanentes e que precisam ser buscados na memória para se
manusea-los com boas interações.
Outro meio de estratégia é o uso dos
objetos de referencia, que são objetos com significados especiais associados a
eles e servem para comunicar sobre as mais variadas situações, tais objetos
podem representar: atividades, horários, qualificadores, lugares ou pessoas. Há
também o uso de pistas que auxiliam o Surdocego e o DMU, quando já possuem uma
comunicação básica, a antecipar informações de lugares, pessoas e ambientes,
podem ser: pistas de contexto, pistas de movimentos pistas táteis.
O uso de calendários (construídos com
uso de diferentes materiais: papelão, velcro, varal móvel, caixas variadas,
dentre outros) também auxilia no desenvolvimento da comunicação e no ensino de
conceitos temporais bem como na compreensão de rotinas.
Enfim, “as crianças com qualquer deficiência, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou emocionais são crianças que tem necessidade e possibilidade de conviver, interagir, trocar, brincar e serem felizes, embora, algumas vezes, por caminhos ou formas diferentes”. (Monte, p.13)
Referências:
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA,
Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da
Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla. (2010), p.1-19
IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publicar, texto apostilado.
MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla, São Paulo, 2011.
IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publicar, texto apostilado.
MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla, São Paulo, 2011.
MONTE, Francisca Roseneide Furtado do, SANTOS, Idê Borges
dos. Saberes e Práticas da Inclusão: dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiência
múltipla. Brasília: MEC, SEESP, 2004. 58p
ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para
Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo.
Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.
domingo, 9 de março de 2014
Educação Escolar de Pessoas com Surdez Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Por Rosa Maria Carneiro.
A educação de Pessoas com
Surdez tem sido marcada, há muito tempo, pela existência de um embate político
e epistemológico entre os gestualistas (abordagem que defende o uso dos gestos
e sinais como meio de comunicação) e os oralistas (abordagem que enfatiza a
importância da fala como única forma de comunicação), mas “ enquanto as discussões
ficam centradas na aceitação de uma língua ou de outra, as pessoas com surdez
não tem o seu potencial individual e coletivo desenvolvido, ficam
secundarizadas e descontextualizadas das relações sociais das quais fazem
parte, sendo relegadas a uma condição excludente ou a uma minoria.” (Damázio,
pg 47, 2010). Neste sentido, muitas propostas precisam ser reconsideradas e
esclarecidas para que as práticas de ensino e aprendizagem apresentem caminhos
consistentes e significativos para a educação de pessoas com surdez, seja em
escola comum pública ou privada.
Para tanto, em uma
perspectiva inclusiva, a Educação Especial vem oferecer novas possibilidades de
comunicação e instrução para a educação de pessoas com surdez; a construção do
AEE através da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva inclusiva
vem organizar e desenvolver um trabalho complementar para com a sala de ensino
comum, trabalho este a ser realizado a partir de uma proposta educacional
bilíngue.
A abordagem bilíngue inicia
sua estruturação a partir do Decreto 5626, de 5 de dezembro de 2005, que
garante o direito da pessoa surda a uma educação em que a Língua Brasileira de
Sinais e a Língua Portuguesa (em sua modalidade escrita) constituam línguas de
instrução e acesso ao conhecimento.
O ambiente educacional para
a pessoa com surdez precisa ser estimulador, que desafie e exercite o seu
pensamento e a capacidade perspectiva-cognitiva; para isto o AEE com base na
formação do professor e do diagnóstico inicial do aluno, o professor elabora o
plano de AEE-PS, que de acordo com Damázio (p. 59, 2010) “deve respeitar o
ambiente comunicacional das duas línguas e a participação ativa e interativa
dos alunos com surdez, assegurando uma aprendizagem efetiva”. A realização do
plano de AEE, de acordo com o diagnóstico do aluno, envolve três momentos
didático-pedagógicos: AEE de Libras, AEE em Libras e AEE de Língua Portuguesa
em sua modalidade escrita.
Enfim, a educação no AEE
significa preparar para a individualidade e a coletividade, com base em
contextos significativos, contribuindo assim para novas possibilidades de
aprendizagem e desenvolvimento, seja social ou cognitivo da pessoa com surdez.
Referencia Bibliográfica:
DAMÁZIO,
M. F. M.; FERREIRA, J. de P.. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Rev. Inclusão do
Ministério da Educação, Brasília, p. 46 a 57, 2010.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Deficiência Visual: Descrição e Audiodescrição
De acordo com algumas pesquisas em ambiente virtual,
a descrição de imagens
é uma técnica de tradução semiótica que tem por objetivo
permitir à compreensão de imagens para quem não pode vê-las,
quando aplicada em produtos audiovisuais como cinema, teatro,
televisão, a técnica também é conhecida como audiodescrição.
A
audiodescrição é um recurso de acessibilidade que possibilita o
entendimento e promove a acessibilidade comunicacional das pessoas
com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro,
programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles,
espetáculos de dança e outros), turísticos (passeios, visitas),
esportivos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras,
seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos
científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora.
Constitui-se como um serviço especializado capaz de promover a
acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão,
transitando, pois, pelo viés da comunicação, assumindo o papel de
transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis
apenas no plano visual.
Considera-se que a
audiodescrição é um modo de tradução audiovisual intersemiótico,
onde o signo visual é transposto para o signo verbal, essa
transposição caracteriza-se pela descrição objetiva de imagens
que, paralelamente e em conjunto com as falas originais, permite a
compreensão integral da narrativa audiovisual, isto é, um conteúdo
audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que se completam.
Desta
forma, temos como importantes características da descrição de
imagens, a tradução em palavras, a construção de retrato verbal
de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar
julgamento ou opiniões pessoais a respeito. A descrição deve
contemplar, de acordo com a nota técnica- 21, do MEC, vários
requisitos importantes, dentre eles:
- Identificar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita - O que/quem;
- Localizar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita Onde;
- Empregar adjetivos para qualificar o sujeito, objeto ou cena da descrição - Como;
- Empregar verbos para descrever a ação e advérbio para:
- Descrever as circunstâncias da ação - Faz o que/como;
- Utilizar o advérbio para referenciar o tempo em que ocorre a ação - Quando;
- Identificar os diversos enquadramentos da imagem
Descrição
de Cartum:
Fonte:
http://www.cartuns.com.br
Legenda:
cartum de Zero: Gerente de Informática.
Descrição:
o cartum de Zero mostra dois funcionários de meia idade, de óculos,
meio calvos, usando gravatas olhando para um bebê com macacão azul
de bolinhas amarelas, chupeta na boca, em pé em um banquinho e
usando o computador sobre mesa de trabalho. No chão, uma mamadeira.
Um dos funcionários diz olhando para o bebê:
E aqui nós temos o
Gerente, responsável pelo departamento de informática.
O exemplo
do cartum apresentado é uma proposta de atividade que pode ser
desenvolvida tanto em sala de aula regular ou em SRM, e a
descrição, ou a audiodescrição,pode ser realizada pelo professor
ou colegas de turma durante as aulas de acordo com as
propostas e necessidades do aluno. Este recurso auxilia nas
experiências individuais ou coletivas e na exploração de
diferentes aréas do conhecimento do aluno com deficiência visual,
permitindo-lhe um desenvolvimento funcional.
Os
recursos apresentados, a descrição e a audiodescrição, são de
suma importância para as pessoas com deficiência visual, é uma
forma eficaz de ajudá-los a compreender e usufruir os bens
culturais. Seu uso deve ser amplamente difundido na sociedade, para
que professores, familiares e amigos possam auxiliar as pessoas cegas
ou com baixa visão a interagir de forma satisfatória em diversos
ambientes e contextos.
Referencias:
http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2010/05/saiba-como-foi-o-passeio-com.html.
Pesquisado em 03/12/13
http://www.midiace.com.br/index.php?conteudo=audiodescricao.
Pesquisado em 03/12/13
http://somemquadrinhos.wordpress.com/tag/descricao-de-imagens-para-deficientes-visuais/.
Pesquisado em 03/12/13
BRASIL.
Nota Técnica, Nº. 21. Orientações para descrição de imagem na
geração de material digital acessível – Mecdaisy.
MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Recursos Pedagógicos para AEE- Deficiente Intelectual
AEE- Deficiência Intelectual
“O
pressuposto fundamental de qualquer trabalho educacional é acreditar na
possibilidade de mudança do outro.”
Autor Desconhecido
Assim como
todos os alunos, a necessidade de acreditar no aluno com DI se procede do mesmo
modo, com isto, os recursos pedagógicos a serem oferecidos a estes alunos são
suportes que contribuem e enriquecem o desenvolvimento de suas aprendizagens, pois "aprender é uma ação humana criativa, individual, heterogênea e regulada pelo sujeito da aprendizagem, independentemente de sua condição intelectual ser mais ou menos privilegiada" (p.17, Adriana Limaverde, 2007, AEE-Deficiência Mental)
1-
Caça palavras:
Teale ( in: Deficiência Intelectual: Cognição e Leitura, Rita Figueiredo), relata que "através das interações sociais, das atividades, jogos e explorações espontâneas as crianças constroem ativamente seus conhecimentos sobre leitura e escrita".Este recurso
pedagógico auxilia no processo de desenvolvimento da leitura do aluno. È
confeccionado a partir de tampinhas de garrafas pet, elástico e letras ou
silabas. È um material que pode ser utilizado de modo individual ou em dupla.
A atividade
tem por objetivo estimular a leitura de vocábulos simples de um modo lúdico e
prazeroso, em que o aluno tem a oportunidade de fazer experimentações ao
manusear o elástico para encontrar as palavras indicadas.
2- Encontre seu Par:
Material utilizado no desenvolvimento do raciocínio matemático, auxilia também na aprendizagem das cores e tamanhos. Recurso confeccionado a partir da tampas variadas (cores, formas e tamanhos), que pode ser utilizado individualmente ou em dupla.
A atividade tem por objetivo a identificação de pares a partir de tributos como, cores, formas e tamanhos e identificação numérica. As tampinhas são dispostas em uma caixa de camisa e as demais tapinhas para relacionar são colocadas em outro suporte (caixa de sapato, lata, ou até mesmo dispostas em cima da mesa), o aluno escolhe as tampas e vai até a caixa para fazer a identificação.
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