quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Deficiência Visual: Descrição e Audiodescrição





De acordo com algumas pesquisas em ambiente virtual, a descrição de imagens é uma técnica de tradução semiótica que tem por objetivo permitir à compreensão de imagens para quem não pode vê-las, quando aplicada em produtos audiovisuais como cinema, teatro, televisão, a técnica também é conhecida como audiodescrição.
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que possibilita o entendimento e promove a acessibilidade comunicacional das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dança e outros), turísticos (passeios, visitas), esportivos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora. Constitui-se como um serviço especializado capaz de promover a acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, transitando, pois, pelo viés da comunicação, assumindo o papel de transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual.
Considera-se que a audiodescrição é um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo visual é transposto para o signo verbal, essa transposição caracteriza-se pela descrição objetiva de imagens que, paralelamente e em conjunto com as falas originais, permite a compreensão integral da narrativa audiovisual, isto é, um conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que se completam.
Desta forma, temos como importantes características da descrição de imagens, a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito. A descrição deve contemplar, de acordo com a nota técnica- 21, do MEC, vários requisitos importantes, dentre eles:

  • Identificar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita - O que/quem;
  •   Localizar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita Onde; 
  • Empregar adjetivos para qualificar o sujeito, objeto ou cena da descrição - Como; 
  • Empregar verbos para descrever a ação e advérbio para: 
  • Descrever as circunstâncias da ação - Faz o que/como;
  •   Utilizar o advérbio para referenciar o tempo em que ocorre a ação - Quando;
  •  Identificar os diversos enquadramentos da imagem

Descrição de Cartum:



Fonte: http://www.cartuns.com.br
Legenda: cartum de Zero: Gerente de Informática.
Descrição: o cartum de Zero mostra dois funcionários de meia idade, de óculos, meio calvos, usando gravatas olhando para um bebê com macacão azul de bolinhas amarelas, chupeta na boca, em pé em um banquinho e usando o computador sobre mesa de trabalho. No chão, uma mamadeira. Um dos funcionários diz olhando para o bebê: E aqui nós temos o Gerente, responsável pelo departamento de informática.
O exemplo do cartum apresentado é uma proposta de atividade que pode ser desenvolvida tanto em sala de aula regular ou em SRM, e a descrição, ou a audiodescrição,pode ser realizada pelo professor ou colegas de turma durante as aulas de acordo com as propostas e necessidades do aluno. Este recurso auxilia nas experiências individuais ou coletivas e na exploração de diferentes aréas do conhecimento do aluno com deficiência visual, permitindo-lhe um desenvolvimento funcional.
Os recursos apresentados, a descrição e a audiodescrição, são de suma importância para as pessoas com deficiência visual, é uma forma eficaz de ajudá-los a compreender e usufruir os bens culturais. Seu uso deve ser amplamente difundido na sociedade, para que professores, familiares e amigos possam auxiliar as pessoas cegas ou com baixa visão a interagir de forma satisfatória em diversos ambientes e contextos.


Referencias:
BRASIL. Nota Técnica, Nº. 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível – Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Recursos Pedagógicos para AEE- Deficiente Intelectual



AEE- Deficiência Intelectual


                                   “O pressuposto fundamental de qualquer trabalho educacional é acreditar na possibilidade de mudança do outro.”

  Autor Desconhecido


Assim como todos os alunos, a necessidade de acreditar no aluno com DI se procede do mesmo modo, com isto, os recursos pedagógicos a serem oferecidos a estes alunos são suportes que contribuem e enriquecem o desenvolvimento de suas aprendizagens, pois "aprender é uma ação humana criativa, individual, heterogênea e regulada pelo sujeito da aprendizagem, independentemente de sua condição intelectual ser mais ou menos privilegiada" (p.17, Adriana Limaverde, 2007, AEE-Deficiência Mental)


1-      Caça palavras:

Teale ( in: Deficiência Intelectual: Cognição e Leitura, Rita Figueiredo), relata que "através das interações sociais, das atividades, jogos e explorações espontâneas as crianças constroem ativamente seus conhecimentos sobre leitura e escrita".Este recurso pedagógico auxilia no processo de desenvolvimento da leitura do aluno. È confeccionado a partir de tampinhas de garrafas pet, elástico e letras ou silabas. È um material que pode ser utilizado de modo individual ou em dupla.
A atividade tem por objetivo estimular a leitura de vocábulos simples de um modo lúdico e prazeroso, em que o aluno tem a oportunidade de fazer experimentações ao manusear o elástico para encontrar as palavras indicadas.

 


2-      Encontre seu Par:

Material utilizado no desenvolvimento do raciocínio matemático, auxilia também na aprendizagem das cores e tamanhos. Recurso confeccionado a partir da tampas variadas (cores, formas e tamanhos), que pode ser utilizado individualmente ou em dupla.
A atividade tem por objetivo a identificação de pares a partir de tributos como, cores, formas e tamanhos e identificação numérica.  As tampinhas são dispostas em uma caixa de camisa e as demais tapinhas para relacionar são colocadas em outro suporte (caixa de sapato, lata, ou até mesmo dispostas em cima da mesa), o aluno escolhe as tampas e vai até a caixa para fazer a identificação.








quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O uso da Tecnologia Assistiva


Assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência e ofertar o atendimento educacional especializado como forma de apoiar o desenvolvimento de alunos com necessidades especiais são alguns dos objetivos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, este atendimento "identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (pg 16).
E de acordo com a autora Rita Bersch, a Tecnologia Assistiva “ deve ser entendida como um auxilio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitara a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstancia de deficiência"(pg 27). Os alunos recebem esse atendimento nas salas de recursos multifuncionais, que são espaços localizados nas escolas de educação básica e devem ser estruturados e organizados com mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos para o AEE dos alunos com deficiência.
De modo especifico, no atendimento educacional especializado para pessoas com deficiências físicas, é importante “criar condições adequadas a sua locomoção,comunicação, conforto e segurança, assim para que estas condições sejam viáveis e favorecedoras, o AEE “faz uso da Tecnologia Assistiva direcionada a vida escolar do aluno com deficiência física”(pg27)
Assim podemos perceber que a Tecnologia Assistiva é um grande recurso para contribuir com a aprendizagem dos alunos com deficiência , conforme Bersh “o serviço da tecnologia assistiva na escola tem por objetivo prover e orientar a utilização de recursos e/ou práticas que ampliem habilidades dos alunos com deficiência, favorecendo a participação nos desafios escolares".
No caso de alunos com deficiência física, mais especificamente nos membros superiores, temos como exemplos de recursos de Tecnologia Assistiva:


 1- Colmeia e Estabilizador de Punho e Abdutor de Polegar com Ponteira para Digitação















2- Tesoura Adaptada












3-Aranha-mola
 











Estes recursos contribuem para o desenvolvimento das atividades propostas nas salas de recursos multinacionais, o aranha-mola é um auxílio nas produções de escritas,colmeia e estabilizador de punho e abdutor de polegar com ponteira para digitação é utilizado em computares para facilitar no manuseio do teclado e a tesoura adaptada para atividades variadas com recortes, estes recursos estimulam a habilidade manual do aluno.




Bibliografia:


Bersch. Rita. Tecnologia Assistiva. Recursos e Serviços que promovem a Inclusão Escolar.

Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Janeiro. 2008


Schirmer,Carolina...[et al.].Deficiência Física Atendimento Educacional Especializado.São Paulo. 2007








quarta-feira, 24 de julho de 2013

Fechamento da disciplina de AEE


O professor de AEE e sua atuação.

Por: Rosa Maria Carneiro

A oportunidade de conhecer e aprender sobre a atuação do docente de AEE foi bem interessante, e a disciplina AEE trouxe bons esclarecimentos e trocas importantes sobre o papel deste docente.
Aprendemos que o AEE é um serviço da Educação Especial e que complementa a formação do aluno tendo em vista sua autonomia na escola ou fora dela, e que por lei deve ser oferta obrigatoria pelos sistemas de ensino.
O papel do professor de AEE tem por objetivo, na sala de recursos multifuncionais, contribuir e oferecer melhores condições de desenvolvimento social e cognitivo dos alunos com deficiências, devendo considerar os desafios vivenciados pelos alunos. Na escola, o professor do ensino regular é orientado pelo professor de AEE bem como os demais profissionais da instituição, para que todos possam se conscientizar sobre qual é a deficiência do aluno e como lidar com as necessidades por ele apresentadas.
Um instrumento muito importante que auxilia o trabalho do professor de AEE é o Estudo de Caso, pois é o momento em que o professor entra em contato com o histórico de vida do aluno, como foi seu desenvolvimento biopsicossocial, suas experiencias na vida familiar e escolar; com isto, pode verificar e pesquisar quais os melhores recursos e estrategias para favorecer e estimular a aprendizagem de seu aluno de acordo com suas necessidades.
A partir do estudo de caso, o professor de AEE elabora um Plano de AEE, onde cada aluno tera um plano individual e direcionado de acordo com suas especificidades para um melhor atendimento, pois neste plano constam os recursos, os obletivos, o período de atendimento e as propostas de atividades para que os alunos possam  desenvolver  suas potencialidades e assim exercer seu papel de aprendiz.
No decorrer da disciplia estudada, AEE, aprendemos, estudamos, compartilhamos e ampliamos nossa compreensão acerca dos aspectos que favorecem o trabalho do professor de AEE  e também como o atendimento ao aluno com deficiencia  pode ser realizado de uma forma atuante e  significativa, pois “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nos sabemos alguma coisa. Todos nos ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre” (Paulo Freire)
                              

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Poema sobre o Estudar...


Perguntar é a paixão do estudo
É sua respiração. É seu ritmo.
É sua obstinação.

No estudo
a leitura e
a escrita
têm a forma interrogativa.
Estudar: ler
perguntando.
Percorrer,
Interrogando as,
palavras de outros.

E também: escrever
perguntando.
Ensaiar as próprias palavras
perguntando-lhes.
Perguntando se nelas
e diante delas.
Tratando de fazer pulsar
as perguntas que latejam
em seu interior mais vivo.
Ou em seu fora mais impossível.
Perguntas no princípio
e no final do estudo.

Estudar: caminhar
de pergunta
em pergunta
em direção às próprias
perguntas sabendo que
as perguntas
são infinitas
inapropriáveis
de todos e
de ninguém
de qualquer um
com um caderno
aberto
e um lápis na mão
em meio
a uma mesa
cheia de livros
abertos
na noite
e na chuva
entre as palavras
e seus silêncios.

LARROSA Jorge. Estudar. BH:
Autêntica 2003, p. 97-101.


Sobre a coletânea que será utilizada no curso




Em nosso curso, as atividades  serão fundamentadas, principalmente, na
coletânea de livros que foram desenvolvidos na versão 2010/2011 desse curso,
numa parceria entre UFC e MEC. A versão para este curso será em  formato digital,
que pode ser acessado no site da SECADI:

http://portal.mec.gov.br

São estes os exemplares:

Fasc_01_-_A_escola_comum_inclusiva
Fasc_02_-_O_AEE_para_alunos_com_deficiência_intelectual
Fasc_03_-_Os_alunos_com_deficiência_visual_baixa_visão_e_cegueira
Fasc_04_-_Abordagem_bilíngue_na_escolarização_de_pessoas_com_surdez
Fasc_05_-_Surdocegueira_e_deficiência_múltipla
Fasc_06_-_Recursos_pedagógicos_acessíveis_e_comunicação_aumentativa
Fasc_07_-Orientação_e_mobilidade,_adequação_postural_e_acessibilidade
Fasc_08_-_Livro_Acessível_e_informática_acessível
Fasc_09_-_Transtornos_globais_do_desenvolvimento
Fasc_10_-_Altas_habilidades_-_Superdotação

Vídeos sobre Internet: Tecnologias.

O vídeo Help Desk na Idade Média nos faz pensar sobre as novidades que chegam ao nosso mundo cotidiano e rotineiro, e por vezes nos causa estranhamento, mas que também nos desafia a conhecer o Novo e o que ele tem a nos oferecer. A necessidade de explorar para conhecer e aprender o Novo é importante, porém, a insegurança ás vezes impede a exploração e a interação com o Novo, mas quando isso ocorre, também acaba por se tornar rotineiro e já não há mais estranhamento. 
De forma interessante o vídeo Did You Know nos mostra o crescente avanço da tecnologia, seja na área da informação, na ampliação de vocabulário e que mudanças e evoluções neste meio ocorrem diariamente e que algumas vezes desconhecemos. 
Os vídeos nos despertam para uma mudança, para conhecer e interagir com o Novo, e através dessas tecnologias e suas evoluções crescermos e acompanharmos a realidade deste ambiente digital, principalmente na área educacional.



         Help Desk na Idade Média
Duração 2min39seg, em Inglês, com legenda em português
http://www.youtube.com/watch?v=IJq-x2Vrv8c


         Did You Know 2.0
Duração 8min19seg, com legenda em português
http://www.youtube.com/watch?v=I47Hcc7HHOM

Desafios da EAD - Reflexões.


Momento oportuno.

Cursista: Rosa Maria Carneiro 
Município: São José do Rio Preto 
Data de elaboração: 28/04/2013

Ser professor é uma conquista, que a cada dia traz novas experiências e algumas dificuldades  isto quando o professor passa a exercer o papel de aluno. Estar aluno é um momento que enriquece o ser professor.
O professor-aluno, sempre tem boas expectativas ao começar um novo curso, mas o que esperar de um curso a distância? Será um curso que realmente vamos aprender? Curso a distância ou presencial? O que esperar e o que pensar? Como enfrentar este desafio?
 Com base nos textos do autor Moran, podemos perceber que a grande valia do estudo e da aprendizagem virtual está em valorizar o que este tipo de ensino pode nos oferecer, como a autonomia de estudar em diferentes locais e horários, atividades em grupos ou individuais e trocas significativas de aprendizagem entre professor e aluno.
O estudo a distância, o uso da pedagogia on line é um novo momento que se vivencia em quase todos os lugares, pois o seu formato e suas propostas de atividades são facilitados e flexíveis, o ambiente virtual vem abrindo novas possibilidades de estudos e aprendizagens. E assim como em um curso presencial, o curso a distância, de acordo com o autor Moran, também precisa de bons professores, de alunos curiosos, de trocas significativas de opiniões e da boa organização do aluno, bem como do desejo que o aluno tem de aprender.
Assim, neste momento oportuno, fazer parte de um grupo de estudos a distância mostra a possibilidade de novas conquistas, mesmo ante as dificuldades a serem enfrentadas (tempo, familiarização com o ambiente virtual e suas ferramentas), mas somente no dia a dia, com a prática e a vivencia deste novo modelo de ensino é que as dificuldades serão vencidas. E deste modo, nossas aprendizagens serão enriquecidas e o curso será de grande valia, pois “Bom curso é aquele que guardamos no coração e na nossa memória como um tesouro precioso”. (Moran). 

Educação Inclusiva

O texto pesquisado "Eu respeito os diferentes conhecendo a diferença" é de autoria de Maria do Pilar Lacerda, e aborda sobre a importância de se conviver com o diferente, pois se não há essa possibilidade, também não há experiência com a diversidade, e é somente com a convivência com pessoas diferentes que saberemos como lidar com a diversidade e o que ela tem a nos oferecer.Este texto encontra-se no site www.diversa.org.br, e apresenta trocas de experiências, relatos de casos,textos de autores renomados bem como eventos sobre Inclusão; assim convido as colegas a fazerem a leitura do texto pesquisado neste site.

Maria do Pilar Lacerda é Licenciada em História/UFMG; especialista em Gestão de Sistemas Educacionais/PUC-MG; professora de História na educação básica por 25 anos; Secretária de Educação de BH (2002 a 2007); presidente nacional da Undime (2005ª 2007); Secretária Nacional de Educação Básica (2007 a 2012). Atualmente é diretora da Fundação SM, desde julho de 2012

Disponivel em:
http://diversa.org.br/artigos/artigos.phpid=2044&/eu_respeito_os_diferentes_conhecendo_a_diferenca