Uso de recursos de baixa tecnologia com alunos TGD/TEA
“Para
as pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as
pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis” (Radabaugh,
1993).
Com base no referencial teórico em estudo, a
autora Bez (2014), cita Vigotsky nas questões do uso de tecnologias e aponta
que “podem ser concebidas através da teoria sócio-histórica como instrumentos
culturais de aprendizagem”. O uso das tecnologias seja ela digital, objetos,
materiais ou recursos variados devem ser utilizados com a intenção de apoiar os
processos de aprendizagem dos alunos em suas diferentes necessidades, isto em
especial aos alunos com TGD/TEA, pois apresentam o intuito de auxiliar e
estimular as questões comunicacionais e também o processo de interação.
A
Comunicação Alternativa (CA) em sua procedência visa atender ás necessidades de
quem as utiliza e se necessita ou não auxilio; tendo em vista que seus usuários
possam superar as barreiras no processo de desenvolvimento e socialização, e os
meios utilizados podem ser constituídos por objetos ou equipamentos em que se consegue
transmitir uma mensagem. Os alunos com TGD/TEA de modo geral apresentam
déficits em seu processo de comunicação, mas podem receber diferentes estímulos
através de recursos e estratégias em baixa tecnologia que apoiam o
aluno nesse desenvolvimento.
Dentro de sala de aula regular é
muito importante que o aluno com TEA se sinta seguro, acolhido e que possa ter
a possibilidade de comunicação do modo mais favorável possível, assim, uma das
atividades que o docente da sala regular pode oferecer ao seu aluno é o uso do
Calendário Diário, que tem o objetivo de trabalhar com questões temporais e
organizacionais, assim como estabelecimento de uma rotina diária; o calendário
pode ser construído dia a dia com o aluno através de imagens que façam parte do
cotidiano do aluno, seja no ambiente escolar ou até mesmo familiar, tal recurso
pode ser feito em um painel imantado (placa de metal e imã nas figuras). Tal
atividade pode ser trabalhada com alunos em idades a partir de quatro anos até
os doze anos; pois tem o objetivo de estimular a construção e o desenvolvimento
de noções temporais.
Fonte: www.comunicacaoalternativa.com.br
Dentro outros recursos de Tecnologia
Assistiva, podemos citar também outros exemplos de baixa tecnologia, que visam
a estimulação da comunicação para alunos com TGD/TEA:
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1-Pranchas de comunicação - As pranchas
de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos,
letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são
personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e
motoras de seu usuário. Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em
álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar apontar ou ter a informação
apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
Fonte: www.comunicacaoalternativa.com.br
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2- Avental
- é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos
ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o
parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança
responde através do olhar.
Fonte: http://aeeufc2013mariajosecabral.blogspot.com.br/
Fonte: http://aeeufc2013mariajosecabral.blogspot.com.br/
3- Caixa Divertida:caixa encapada com papel fantasia ou liso, com fotos, imagens e objetos variado, que pode
ser pessoal do aluno, com o gosto dele ou aleatório, com objetivo de
oferecer um repertório que possa contribuir para a estimulação de sua
linguagem, é um material que pode ser explorado por crianças de diferentes
idades e séries escolares, tanto em sala de aula quanto no AEE.
Vale ressaltar
que esses recursos necessitam ser significativos para o aluno e de acordo
com Belisário (p.35, 20100) “é preciso assegurar que o uso deles não artificialize
as relações no interior da escola. È fundamental que o cotidiano do aluno
não se torne inflexível e rígido e que os pares possam criar estratégias
próprias de intervenção com o colega, para que ele tenha oportunidade de
ampliar sua flexibilidade mental e desenvolver novas competências”.
Enfim,
essas são algumas das pequenas possibilidades de se utilizar recursos
tecnológicos de baixa tecnologia para apoiar e estimular o desenvolvimento da comunicação dos
alunos com TGD/TEA, com o objetivo de proporcionar, através da medicação em
interação do aluno com seus pares, avanços em seu desenvolvimento
emocional, interacional e cognitivo.
Bibliografia:
BELISIÁRIO
FILHO, J. F.; CUNHA, P. Coletânea
UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 9: Transtornos Globais do
Desenvolvimento
BEZ, M. R. As Tecnologias como signos na perspectiva da Teoria Sócio-Histórica. Curso de AEE - UFC. Disciplina: AEE E TGD. 2014.
BEZ, M. R Comunicação Alternativa e TEA. In: Curso de
Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014
BEZ, M. R. Recursos Tecnológicos de Apoio para TEA. Curso de AEE - UFC. Disciplina: AEE E TGD.
2014.
Pesquisado em 02/06/2014
Pesquisado em 02/06/2014
Pesquisado em 02/06/2014
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Olá Rosa!
ResponderExcluirParabéns pelo seu texto. Está bem fundamentado e com uma variedade de recursos de baixa tecnologia. Gostei da caixa divertida e também da citação no início do texto, pois a tecnologia para as pessoas com deficiências torna as coisas possíveis.
Abraços